Seguros
e otimistas para consumir. Assim se sentem os brasileiros,
de acordo com a pesquisa realizada pela CNI - Confederação
Nacional da Indústria, que divulgou na última
sexta-feira (11/12) a avaliação do INEC - Índice
Nacional de Expectativa de Consumo deste trimestre.
O INEC é o índice que avalia intenções
do consumidor brasileiro e, na sua última edição,
obteve um aumento de 1,5% em relação ao resultado
anterior, sendo o maior desde o início de seu levantamento,
em 2001. O indicador atingiu 117,2 pontos.
Renato
da Fonseca, gerente-executivo de Pesquisa, Avaliação
e Desenvolvimento da CNI, levantou duas prováveis explicações
para o resultado positivo da pesquisa: "De uma forma
geral, o INEC cresce em dezembro porque reflete o otimismo
das pessoas com o ano que está por começar".
O segundo motivo responsável pelo otimismo do consumidor
brasileiro está relacionado ao bom desempenho do país
frente à crise mundial.
Além
disso, três das seis variáveis que compõem
o índice obtiveram um desempenho bem maior do que as
outras que registraram queda. São elas: as expectativas
com renda a pessoal, situação financeira e intenção
de compras de bens de maior valor. O INEC só não
teve um desempenho melhor porque os índices relativos
ao endividamento e às expectativas de inflação
e desemprego também registraram crescimento.
A variável
que teve o maior aumento foi a expectativa com a renda pessoal,
que subiu 5,1% em relação à última
medição, no trimestre passado. A melhora da
situação financeira também obteve crescimento
expressivo de 2,5 %. O aumento combinado desses dois índices
foi o responsável pelo crescimento da intenção
de compras de bens de maior valor, índice que aumentou
4,5 %.
O INEC
foi elaborado a partir de 2.002 entrevistas com consumidores
de 143 municípios brasileiros.
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